Bad ambient

Figuras no Facebook (sim, eu sei, mereço) falando da tal luta de mulheres no tal UFC que durou os tais 34 segundos. Nem vou entrar no mérito do quão fim de civilização o sucesso de uma luta de vale-tudo televisionada representa. Parece que uma das mulheres, a brasileira, fez piada com o fato do pai da adversária ter cometido suícidio (Brasil, sempre classy). Um sujeito no FB afirma que só por isso ela não deveria ter sido nocauteada em 34 segundos, mas “saído morta do ringue”. Combater falta de classe e radicalismo movido por fraqueza com falta de classe e radicalismo movido por fraqueza parece ser o tom do FB.

Ouvindo muito ambient esses meses, muito mais do que qualquer outro gênero. Apazigua, relaxa, faz a mente passear e, principalmente, junta os cacos espalhados pelo uso de coisas fragmentadas ao longo de todo o dia.

Ouvindo: Minha rádio Ambient, que criei na Pandora.

Vendo: Person of Interest, revendo a quarta temporada com a Lelê, que não havia assistido essa ainda. Muito bom ter algo em rede aberta tão francamente anti-Google, anti-FB e pró-privacidade. O episódio meio “Corra, Lola, Corra” onde a Máquina realiza simulações e Harold a ensina a jogar xadrez chega a ser experimental em sua narrativa. E ainda apresenta um monólogo digno de um Emmy, com Michael Emerson falando sobre xadrez e contracenando com um celular.

Lendo: A ótima newsletter de Warren Ellis, Orbital Operations.

Imperial Stout

Lost – Trailer da Quarta Temporada

A espera tem sido longa, mas o trailer recém-lançado pela ABC dá ainda mais água na boca. Vejam frame a frame e tentem ver se existe alguma dica.

 

Found

Lost, o seriado mais foda a sair da TV desde o saudoso Hill Street Blues, vai ganhar um videogame. Vai ser legal poder navegar em primeira pessoa por aquela ilha.

Just because

E o dia de hoje é dedicado a Simon Pegg e Jessica Stevenson:

Spaced

Cheers, mates!

“Zeus! Apolo!”

Magnum, Rick, T.C. e Higgins mandam um abraço pra vocês:

Starsky & Hutch

E vejam o game baseado na série Starsky & Hutch (!!!), para o Xbox.

Lembro que eu via Starsky & Hutch quando era beem criança, com uns seis ou sete anos. Não entendia as motivações de alguns personagens, mas achava divertido. Anos depois vi umas reprises e achei bem legal.

Dr. Who

A clássica série inglesa de sci-fi Doctor Who voltará às telas em 2005, em nova versão. A série volta “modernizada, mas englobando a herança clássica do programa original”, de acordo com os produtores. Mais aqui.

Morre Wilson Vianna

O ator Wilson Vianna morreu, aos 75 anos, na madrugada desta sexta-feira, de um infarto fulminante. Vianna era o Capitão Aza, a “Xuxa” da minha geração e estava morando no Mato Grosso do Sul com a mulher, o filho e a nora. Em seu programa na extinta TV Tupi, ele passava o que havia de melhor na época: os desenhos “desanimados” da Marvel, o seriado do Batman e muito, muito mais. Saudoso Capitão Aza. Lembro que minha mãe me levou nas gravações de um dos programas. Fiquei no auditório da Tupi durante a gravação (foi uma decepção quando percebi que não passavam os desenhos na hora, só na versão editada para exibição – claro). No final, quando os créditos subiam, o Aza ainda falou sua mensagem final abraçado a este que vos escreve! ; )
O programa do Capitão Aza durou de 1966 a 1979.

Em homenagem ao símbolo da infância em tempos de chumbo, posto aqui a letra do tema oficial do Capitão Aza (que é bizarramente psicodélica):

“Comandando uma astronave e rasgando o céu
Vou pisando em estrelas, constelações
Deixo longe um mundo aflito e a Bomba H
Corpo livre no infinito eu vou
Na estrada do sol
Traço o rumo dos meus passos na solidão
Ganho espaço nas revistas, televisões
Mas os homens se destroem nas guerras
em nome do amor…”

Aza, entre outras coisas, foi quem levou Jô Soares para a TV. Esta e outras histórias podem ser lidas no site oficial do cara, em www.capitaoaza.com.br/

Valeu, Aza!