Sister Saviour

Ouvindo o ótimo disco “Echoes”, do The Rapture. A primeira música é uma espécie de The Cure versão disco, mas o clássico é “House of Jealous Lovers”. Um misto de Chic e Sex Pistols. Sensacional. Adoro coisas que me deixem com vontade de dançar e quebrar tudo ao mesmo tempo.

Homelands 2004

O Homelands 2004 vai ter um line-up bem razoável: 2 Many DJ’s, Felix da Housecat, Miss Kittin, Steve Lawler, Judge Jules e o sensacional e veterano Grandmaster Flash, entre outros. Confiram aqui.

Dr. Alex

Curta mas ótima entrevista com Alex Patterson, de uma das minhas bandas favoritas, o The Orb. Aqui.

A Scanner X-ly

Está no ar o novo site do Scan X, produtor francês de techno. Na seção “Goodies”, tem novas faixas e sample loops para baixar.

Seventeen

They only want you when you’re seventeen
When you’re 21, you’re no fun
They take a polaroid and let you go
Say they’ll let you know
So c’mon

Caipiras

“É realmente estranho como algumas pessoas estão detonando os clubbers pela forma como se vestem; parece que há uma reação caipira que insiste em dizer que eles são esnobes, hostis e basicamente a antítese de tudo que é sério na música.

Estou particularmente de saco cheio de ouvir essa última alegação. Um monte de gente vestida de forma estranha criou música que mudou o mundo; dos Sex Pistols a David Bowie, do Parliament/Funkadelic a Björk, passando pelo Outkast; a lista é longa. Até mesmo o pobre Roxy Music só foi levado a sério depois que seus membros começaram a se vestir de forma mais interessante.

A maioria dos que criticam as pessoas pela forma como elas se vestem presumem que elas são mimadas e ricas e que gastam dinheiro demais em roupas e imagem, mas a realidade é quase sempre exatamente o contrário. Porque não podem pagar por modelos caros e de marca, elas criaram seu próprio look adaptando o que quer que estivesse em volta – e isso parece ser uma ameaça para algumas pessoas.

A atitude intolerante para com o diferente ou colorido diz muito mais sobre as inseguranças da pessoa que critica. E realmente não tem diferença entre fazer isso e julgar uma pessoa pelo seu sotaque ou pela cor da sua pele. Nos faz pensar: sobre o que mais essas pessoas são intolerantes?”

O sempre magnífico Mark Moore (ex-S’Express) em sua coluna semanal.

Moore, como sempre, tem razão. Me faz pensar sobre alguns xiitas de blogs brasileiros, que vivem detonando tudo o que é diferente e todos que se vestem da forma que eles gostariam de se vestir – mas não sabem como.

Derrick May Assustado

“A perseguição aos clubs me afeta mais do que à garotada, porque os garotos mais novos parecem completamente calmos e de alguma forma ignoram o que realmente está acontecendo. Eles sequer estão conscientes de que estão sendo passados para trás, porque parecem totalmente absortos peloa TV. Para mim e meus amigos mais próximos, contudo, tem sido duro, porque o que vemos hoje em dia é fascismo; vemos Hitler, só que de terno. Nunca achei que viveria para ver um governo nos EUA que desrespeitasse todos os sentimentos e opiniões do público, que desrespeitasse totalmente nossa opinião, usando – para piorar tudo – táticas de medo para impedir as pessoas de dizerem o que elas sentem”.

Derrick May, um dos criadores do techno, em Detroit, e outro dos super-heróis do Void.

Les sheMale

“Depois das ‘boy bands’… Depois das ‘girl bands’… conheça a primeira ‘Trans-Band’: Les sheMale”.

É o slogan oficial do trio Le sheMale, três travestis franceses que resolveram ser a resposta para as boy bands. Vejam a foto e cliquem aqui para o site dele(a)s.

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Air e a Fama

“A fama que vem com a música pop é algo triste e ridículo. Na verdade, de um ponto de vista francês, não é cool ser um pop star de forma alguma; ser um pop star é algo muito convencional e nem um pouco original. Muitas pessoas parecem trabalhar duro para se tornar um pop star ou se manter um pop star; elas usam uniformes e isso definitivamente não nos interessa. Quando damos shows como Air, gostamos de nos vestir corretamente; por exemplo, quando estamos no palco, usamos sapatos adequados e uma gravata, porque seguimos uma tradição que vem desde o music hall. Somos influenciados por pessoas como Frank Sinatra e David Bowie. Homens devem ser clássicos quando passam dos 30”.

Palavras de um dos caras da dupla francesa Air, uma das coisas mais legais da (não tão) recente música eletrônica. Eles estão certos, sob um determinado ponto de vista. Pop stars SÃO ridículos e suas tentativas de parecer cool soam mais como uniformização do que qualquer outra coisa. Felizmente, os pop stars estão em extinção e em breve não existirá mais nenhum. Ao menos, não de carne e osso. O melhor da música eletrônica é justamente ter acabado com essa cafonice do pop star (ou do rock star). O melhor dela é seu caráter sem rosto (como o próprio Air). Nada mais punk do que isso.

Ah, vejam a entrevista completa com o Air aqui. Vale a pena.

RaveACT e Cowboys

O DJ e produtor de techno/trance Christopher Lawrence planeja trocar a California pela Austrália, em resposta ao RaveACT e ao clima crescente de puritanismo nos EUA. Disse o mega-DJ de Los Angeles:
“Vou me mudar para Melbourne, Austrália, em um ou dois anos – as pessoas lá são amigáveis, a comida é ótima e não existem extremistas de direita como os que você encontra no governo e no judiciário americanos. Eu costumava rir do filme Footloose, mas está se tornando a realidade. Tomara que em 2004 possamos ver Bush sair da Casa Branca. Qualquer um que use botas de cowboy na cerimônia de posse precisa sair do governo”.