Stockhausen: silêncio

O século XX produziu poucas pessoas como Karlheinz Stockhausen, que faleceu esta semana. Vinte e quatro horas de silêncio.

Escumalha Americana

O novo álbum do LCD Soundsystem, Sound of Silver, só sai oficialmente no dia 12 de março, mas já está disponível nos torrents. Baixei e em breve comento por aqui. Enquanto isso, já rola o primeiro single do disco, North American Scum. O single tá vendendo muito bem e já tem clipe (aí embaixo) dirigido por Ben Dickinson, que já fez coisas para o Rapture, banda meio que irmã do LCD, também de disco-punk.

Muito legal o single, com as influências de sempre de pós-punk, especialmente The Fall e Gang of Four – e agora rola uma influência de Pixies nos vocais e guitarras, acredito. Vou fazer uma resenha propriamente dita, mas o álbum como um todo está muito bom. Aliás, o disco-punk (detesto o termo "new rave" e não vou usar) é um sopro de alívio em meio à mesmice da música eletrônica mais centrada no psy trance e em coisas dos anos 90 e à chatice pré-fabricada e "emo" da maioria do rock atual. Viva James Murphy e seu sistema de som de cristal líquido.

Tuesday, February 13, 2007 at 11:33 PM

A página do Chip Totec está em construção.
Enquanto isso, visite a página da banda no

Last.FM

ou no

Trama Virtual.

É possível ouvir nas duas páginas todas as músicas dos três álbuns-demo:

DREAM OF THE APPLES
(1998)

 

HOUSE OF FUCKERS
(1999)

 

CLUB 23
(2002)

Mad Villain

Um dos clips mais legais que eu já vi é esse do Mad Villain, “All Caps”. O rapper usa imagens típicas de um quadrinho da Marvel dos anos 60, muito legal mesmo.

(Valeu pelo link, Remier).

 

Oblique Strategies

Este site tem uma versão online e randômica, em JavaScript, do livro criado por Brian Eno nos anos 70, as Oblique Strategies. Usando seu approach caótico típico, Eno idealizou um misto de oráculo, koan e auto-ajuda. O livro original (e as diferentes três edições que o sucederam) continha frases em lâminas soltas, dispostas dentro de uma caixa. Ao sinal de alguma dúvida sobre como agir em relação a qualquer situação, o consultante deveria retirar uma das lâminas e agir de acordo com suas reflexões sobre a frase em questão.

A Verdade sobre o Trance

Simplesmente GENIAL. Vão aqui agora mesmo e saibam a verdade sobre “DJs” idiotas como Tiesto, Ferry Corsten e Armin Van Buuren e porque o público playboy de trance está matando a cultura rave, transformando-a em um mero similar do rock farofa. Assino embaixo completamente do que dizem lá (e ainda é um quadrinho genialmente pop).

E, sim, ainda cita Bill Drummond, do KLF, e os geniais pranksters do Spiral Tribe, figuras que ao lado de nomes como Bobby Gillespie, Mark Moore, Happy Mondays, Tim Simenon, Carl Cox e tantos outros deram significância à cena rave entre 1988 e meados dos anos 90.

O cara ainda cita um comportamento pra lá de tosco que me incomodou muito assim que começou a rolar aqui no Brasil, no final dos anos 90/início dos anos 00: pessoas que ficam olhando o DJ, como se ele fosse uma banda de rock, ao invés de dançar (é uma festa, afinal, certo?). Tão olhando o quê?? O que tem de tão sensacional pra se ficar olhando em um DJ (se ele não é um turntablist como Q-Bert?). STOP THE SHEEP-WATCHING AND GO DANCE NOW! Não é um show, there’s nothing to see there. Não tem porquê ficar de frente para o DJ parado: vão dançar, falar com alguém, circular. É uma festa, não um show! Não por acaso, esse comportamento “nossa, olha lá o DJ, vamos ficar olhando para ele e aplaudir” começou a rolar exatamente quando os playboys começaram a ir às raves (graças à ascensão do trance).

Chego a pensar se a transformação desses DJs manés de trance em mega-popstars não é uma tramóia das gravadoras para tornar a cena eletrônica menos faceless e mais vendável, com caras idolatradas (como as mesmas que arruinaram o rock, minando sua energia ao longo das décadas). Fuck the popstar. Afinal, every brother is a star, every sister is a star. Quem precisa de um ego sobre o palco? Em uma rave? Só pode ser uma armação: os DJs megastars de trance tiraram o conteúdo original das raves, mataram a festa e reinstituiram o culto à personalidade tão grato às gravadoras (afinal, produtos tem que ter rótulo e embalagem). Das festas “no logo” movidas a TAZ dos anos 80 e 90, as raves viraram um show de metal farofa. Valeu, Tiesto e manés congêneres (“maior DJ do mundo”? Tocando e produzindo o lixo que ele cria? Tá bom).

A todos os playboys equivocados que gostam de trance e vão a raves para ficar olhando para o DJ ao invés de dançar: eat shit and die!

Gaiman na Wired

Neil Gaiman estréia como membro do staff da Wired, entrevistando Damon Albarn (Blur) e Jaime Hewlett (Tank Girl), onde eles falam sobre o novo disco dos Gorillaz (que é ótimo, aliás).

Edge

O DJ Paul Edge é um inglês que vive no Arizona e toca techno. Seu site é muito legal, criado pela empresa de design TOL23. Vale a pena a visita: o site simula uma espécie de CPU. É pesado, mas vá lá conferir se tiver banda larga: DJPaulEdge.com

Kinky

Uma das coisas mais legais que descobri nas web radios por esses tempos foram os caras do Kinky. É um quinteto mexicano que mistura house, disco, breakbeat, rock, funk, samba e um monte de maluquices. Arranjos sensacionais, vocais ótimos, músicas incríveis. Destaque para a inacreditável Noche de Toxinas. Criatividade sem hipocrisias restritivas ligadas a babaquices como “nação” e “gênero”.

O site dos caras é http://www.kinky.com.mx, mas parece estar fora do ar.

UPDATE: O site dos caras agora fica dentro da página da gravadora, em http://www.sonic360.com/kinky

ROCK DA HOUSE!

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