Cheque Voador

Seguindo instruções dadas por um grupo de seqüestradores, um sujeito em Taiwan jogou uma mala com um resgate de 600 mil dólares do alto de uma ponte. Acertou sem querer a cabeça de um motociclista, que caiu de sua moto ao ser atingido pela fortuna voadora. Vejam só aqui que coisa mais bizarra.

Metrossexual

Teste: Você é um Metrossexual?

Antes que perguntem, eu fiz 16 de 50 pontos possíveis (mas as perguntas são yuppies demais).

Paixão e Speed

“Os efeitos do primeiro estágio de um relacionamento, o estágio da luxúria, provoca as mesmas respostas cerebrais que o uso de cocaína ou speed. É realmente uma droga natural”.
O médico inglês Dr. John Marsden, especialista em drogas, garante que ficar apaixonado é como viajar (no London Standard).

É, e meses depois, a inevitável bad trip.

Vovó Escroto

Não consegue encontrar o clitóris da sua namorada (ou o seu próprio, que Deus a tenha)????
Vovó Escroto está aqui para ajudar. Clique aqui e deixe Granma’ Scrotum dar suas dicas púbere-geográficas.

Baseball

Mark Simpson, inventor do termo “metrossexual”, meio que se isentou da responsabilidade pelo seu uso. Esta semana, Simpson disse que “se eu soubesse que os metrossexuais iriam tomar o planeta e levar todo mundo a usar maquiagem e produtos para cuidar dos cabelos, eu teria escrito sobre baseball.”

Esta declaração de Simpson veio semanas depois dele ter detonado a cultura gau atual, escrevendo no Guardian que “o caráter fabuloso da cultura gay é um mito.” E mais: “os gays proporcionaram um protótipo para a metrossexualidade, mas isso não significa que eles ainda estão na vanguarda. Como as pessoas mais jovens e ditas ‘antenadas’ já estão começando a dizer por aí: ‘tão gay – tão datado’.”

No original, faz mais sentido: “so gay – so over”, que também pode ser algo como “tão gay – e daí?”.

Simpson, obviamente, não é homofóbico. O que ele quer dizer é que o lado “underground” da cultura gay já está se auto-consumindo, vítima das chamas da auto-exposição em excesso. Eu sempre achei que os gays da cena “underground” (eletrônica, rock ou o que seja) estavam errando feio em misturar “opção sexual” com “estilo de vida fashion”. Além de reduzir demais a sua própria identidade a algo consumível, essa atitude é perigosa na socieddae do descartável: transformando sua identidade em um ítem de orgulho “fashion”, correm o risco de vê-la descartada como algo que sai de moda, como um mero CD, filme ou corte de cabelo. Pela reação “cansada” dos jovens da Inglaterra (e lembro que não é de homofobia que estamos falando, muito pelo contrário), é exatamente isso que está acontecendo. Ou seja, mesmo os gays já estão achando que está tudo “gay demais”.

Berlusconi

A Itália de Berlusconi continua sua caminhada rumo ao neo-pós-pseudo-fascismo. Os quatro principais partidos políticos da bota aprovaram uma proposta que introduz medidas ultra-duras contra usuários ocasionais de drogas, no que já está sendo considerado “a mais severa lei anti-drogas da Europa” (Financial Times). .

Pela nova lei, a mera posse de dois cigarros de maconha (ou 250mg) ou de 3 pílulas de ecstasy (300mg) pode ser punida com seis anos de prisão. Pessoas pegas com quantidades menores do que estas terão seus passaportes e carteiras de motorista cancelados. Estrangeiros pegos com quantidades menores serão deportados (mesmo que sejam cidadãos da União Européia).

Notoriamente a favor da liberdade de escolha, este blog acha tudo isto um absurdo.

Credibilidade

“Pelo bem de nossa própria credibilidade, não podemos permitir que o álcool e o tabaco, que matam 10 mil pessoas por ano na Suíca, sejam vendidos com direito a todo tipo de mecanismos arcanos de marketing, enquanto o consumo da cannabis, um produto menos perigoso, seja um crime.”

O Instituto Suíço de Prevenção ao Alcoolismo e ao Abuso de Drogas explica porque as autoridades suíças estão prestes a legalizar a maconha.

A Holanda, por sua vez, onde a maconha já é legalizada há anos, pensa seriamente em legalizar o ecstasy.

Não fumo maconha (me faz mal), mas sou completamente a favor da sua legalização.

“Adevogado”

“Disse ter disparado tiros contra a vítima porque esta ‘ameaçou de bater na esposa do depoente’; daí o depoente dizendo ‘em mulher minha ninguém bate a não ser eu’, encarou a vítima e deu três ou quatro tiros; não queria acertar a vítima, queria apenas assustá-la.” (Do interrogatório de um réu, em Passo Fundo; apelação julgada pela 1ª Câmara Criminal do TJRS em 17.09.2003).

“Excelência, o caso em tela impõe drásticas medidas pelo Judiciário, eis que os autores estão sendo verdadeiramente roubados pela ré, sem qualquer autorização desta”. (Trecho de uma réplica, na 1ª Vara Cível do foro central de Porto Alegre).

“Meu cliente levou um soco nos oios, uma garrafada nos cornos, um chute no saco e algumas pauladas na bunda”. (Trecho literal de petição inicial, em ação de indenização, na 7ª Vara Cível de Porto Alegre, relativa à agressão sofrida pelo freqüentador de uma boate).

Bordel em Knightsbridge

Da coluna semanal de Mark Moore, DJ e líder do seminal S’Express, um dos primeiros projetos de acid house, no final dos anos 80:

“As pessoas às vezes me perguntam se eu me distraio quando toco como DJ em clubes fetichistas, quando alguém é espancado na minha frente. Devo dizer que isso não me incomoda, possivelmente porque, na minha juventude, eu costumava ir a um bordel de classe alta em Knightsbridge (onde uma amiga minha trabalhava como a camareira de uma prostituta).

Nós costumávamos observar executivos colocarem máscaras de couro, terem eletrodos amarrados aos seus testículos e pregos cravados em seus pênis, através de um espeçho de dupla face, gargalhando histericamente. Uma vez a madame do bordel tinha que mijar em um cliente, mas não conseguia soltar nenhuma gota, então me ofereci como voluntário para mijar naquele sujeito amarrado e vendado, tentando desesperadamente não rir. O que mais se pode fazer para ser divertir quando se é jovem e entediado?

Fico estupefato em ver como a cena fetichista deixou de ser algo típico da classe média suburbana para se tornar uma coisa fashion com apelo para todas as idades. O primeiro clube fetichista que eu fui foi o Skin Two e ele ficava, aliás, exatamente no mesmo lugar onde hoje acontece a Nag Nag Nag. O que eu particularmente achei hilário foi que as donas-de-casa, vestidas com roupas de borracha, se cansavam logo de ouvir Velvet Underground e começavam a pedir Abba e Dolly Parton.

Infelizmente, os tempos divertidos no bordel de Knightsbridge tiveram um fim abrupto quando a madame assassinou seu amante. mas essa é outra história, triste e perversa.”

Mark Moore

Em tempo: a Nag Nag Nag é a principal festa de electro londrina e o clube Skin Two era a versão física da revista de mesmo nome, que existe até hoje (e para onde escreveram artigos figuras como Grant Morrison, entre outras). Vejam aqui o site da Skin Two.

Bar do Chico

É inacreditável como as pequenas empresas levam a sério sua presença na Internet! Não deixem de visitar a indescritível página do Bar do Chico. Cliquem aqui para chegar lá e não deixem de clicar nos links laterais da página, que abrem fotos impagáveis.
Obrigado ao meu amigo Marlos, que me mandou essa.