Quadrinhos (15/12)

Quadrinhos (lançados em 15/12)

AVENGERS – EARTH’S MIGHTIEST HEROES 3
Marvel
Texto: Joe Casey
Arte: Scott Kolins
Um número mais fraco que os anteriores e mesmo assim Casey obtém alguns bons momentos. os Vingadores recebem uma proposta de trabalho por parte do exército americano, enquanto a mídia se preocupa se os novos heróis não são tão perigosos quanto o Hulk. Steve Rogers fica sabendo sobre acontecimentos desastrosos como a Guerra do Vietnã e o grupo enfrenta os Mestres do Mal (lembro quando li a história original, por Lee e Kirby, quando eu era criança, ainda nas horrendas edições de Os Vingadores pela extinta editora Bloch). Uma edição apenas correta, com desenhos adequados de Scott Kolins.
Bom (7/10)

DAREDEVIL 68
Marvel
Texto: Brian Michael Bendis
Arte: Alex Maleev
Pff. Não acontece absolutamente nada nesta edição e terminamos exatamente da mesma forma que estávamos na edição anterior: Murdock preso e espancado por Melvin Potter, o Gladiador, a mando do tal sr. Bont, o gangster fracassado e velho da Cozinha do Inferno. Vários flashbacks sem sentido ou relevância (um deles envolvendo os medalhões do falecido Hector Ayala, o Tigre Branco) e Bendis preenche uma edição inteira sem na verdade mostrar nada de novo. Que picareta. Ah, Maleev continua usando sua máquina de xerox.
Fuja Dessa Merda (0 / 10)

CATWOMAN 38
DC
Texto: Scott Morse
Arte: Paul Gulacy
Esta é a primeira edição de Catwoman sem o texto de Ed Brubaker e as coisas não parecem muito promissoras. Scott Morse tem o mérito de ter criado um vilão TÃO bizarro (Wood Nickel, basicamente um cara feito de madeira) que ele acaba funcionando, num certo sentido Silver Age. Mas a história em si é boba e os diálogos são arrastados e metidos a “espertos”. Paul Gulacy. como sempre, é um mestre nas cenas de ação. É ele, aliás, que garante o interesse nesta edição. Mas, como um todo, um momento de queda para uma série que vinha mantendo um nível bastante bom ao longo dos anos.
Tá, é Bacana (6,5 / 10)

EX MACHINA 7
Wildstorm
Texto: Brian K. Vaughan
Arte: Tony Harris
Mitchell Hundred, o prefeito de Nova York e o homem que publicamente age como o herói conhecido como Ex Machina, decidiu tentar aprovar o casamento entre homossexuais na cidade. Enquanto isso, novas aparições da misteriosa tag no metrô causam novas vítimas de loucura. Brian Vaughan está criando uma pequena obra-prima aqui, misturando política, diálogos sensacionais e personagens interessantes e reais. A arte não fica atrás, já que Tony Harris talvez esteja criando aqui a melhor coisa de sua carreira (Starman incluso). O que você está fazendo que não está lendo isso?
Excelente (9,5 / 10)

FANTASTIC FOUR 521
Marvel
Texto: Mark Waid
Arte: Mike Wieringo
Assim é que se faz um quadrinho de super-heróis: idéias sensacionais, ao mesmo tempo absurdas e plausíveis; personagens criativos, ao mesmo tempo pop e dramáticos. Mark Waid está realizando aqui um de seus melhores trabalhos e, ao que parece, a saga atual vai lançar nova luz sobre o que Galactus realmente é. Mais duas edições para que Waid feche com chave de ouro sua fase nesta revista. A arte de Mike Wieringo está ótima, muito mais “clássica” e tradicional do que o sub-mangá que ele costumava criar. Um dos melhores títulos da Marvel atual (na verdade, um dos poucos títulos bons da Marvel atual).
Excelente (9 / 10)

HUMAN TARGET 17
Vertigo
Texto: Peter Milligan
Arte: Cameron Stewart
Esta edição one-shot tem como desenhista convidado Cameron Stewart (Seaguy) e ele cumpre muito bem seu papel, adequando seu estilo ao desta série, mas sem perder de vista seu estilo habitual. Peter Milligan continua utilizando o personagem Christopher Chance para explorar tópicos como identidade, auto-imagem, desejos e fugas. Nesta edição, Chance é contratado para mudar completamente uma mulher perseguida por mafiosos, mas até onde suas intenções apenas ditam seus desejos mais mesquinhos?
Bom (7 / 10)

IDENTITY CRISIS 7
Texto: Brad Meltzer
Arte: Rags Morales
Não vou perder muito tempo falando sobre isso. Até mesmo a arte de Rags Morales está ruim e confusa nesta edição. E nada faz sentido neste que é um dos plots mais pobres que já vi. Várias pontas soltas ficam abertas, como o filho do Capitão Bumerangue e seus poderes de ultra-velocidade, a lavagem cerebral realizada em Batman, etc. Aparentemente, Eléktron e Homem-Elástico agora são personagens muito menos interessantes e “adultos”. Bela porcaria. E, retroativamente, a “solução” (ah, ah, ah) deste “mistério” contradiz não só partes do texto das edições anteriores, mas também as dicas visuais deixadas pelo desenhista. Péssima idéia, péssima realização, com péssimas e tristes consequências. Misógino, grotesco, de mau gosto, sensacionalista, estúpido, picareta, reacionário, mau escrito, cafona, bobo, Identity Crisis só ganha uma nota “zero” por não haver uma categoria inferior.
Fuja Dessa Merda (0/10)

LUCIFER 57
Vertigo
Texto: Mike Carey
Arte: Peter Gross
Lilith continua os preparativos de sua ofensiva contra o trono de Yahweh. Para isso, ela segue sua parte no acordo e começa a eliminar alguns de seus próprios filhos, que sofrem mortes terríveis. Lucifer é um dos melhores quadrinhos atuais e, embora às vezes tenha mos a impressão de que as coisas poderiam ser mais rápidas ou que a história não está levando a lugar algum, logo Mike Carey nos reafirma que está no comando, unindo todas as pontas de forma única. Peter Gross, contudo, já foi um melhor artista, mas desconfio que esteja sendo uma vítima da arte-final.
Bom (7,5 / 10)

MADROX 4 (de 5)
Marvel Knights
Texto: Peter David
Arte: Pablo Raimondi
Não bastasse Pablo Raimondi ser um excelente artista, mais do que adequado para histórias urbanas e noturnas como esta, essa mini ainda conta com um dos melhores texto de Peter David. Através de Jamie Madrox, o Homem-Múltiplo, David expõe suas idéias mais bizarras e legais. Nesta edição o cerco parece se fechar em torno de Madrox, em Chicago; enquanto isso, Rahne Sinclair, em Mutant Town, Nova York, acaba de descobrir o primeiro caso de traição gay através de formas astrais.
Muito Bom (8,5 / 10)

MARVEL TEAM-UP 3
Marvel
Texto: Robert Kirkman
Arte: Scott Kolins
Desta vez Kirkman une as forças de Doutor Estranho e do Quarteto Fantástico e, embora ainda não seja aparente qual a ligação, esta história faz parte do mesmo arco envolvendo Homem-Aranha e Wolverine, que teve lugar nas duas edições de estréia desta revista. Finalmente Kirkman acerta mais a mão em sua dosagem de coisas legais da Era de Prata e da Era de Bronze, enquanto Kolins entrega uma arte competente. Aparições especiais de Hulk e Cavaleiro da Lua, além de um cliffhanger digno dos velhos tempos da Marvel. Aliás, essa revista prova que a Marvel é como rap: funciona bem melhor quando é old skool.
Muito Bom (8 / 10)

METAL HURLANT 14
Humanoids Publishing
Vários Artistas
Bons artistas como Guy Davis, Gerald Parel e Stefano Raffaele,mas esta antologia ainda deixa muito a desejar. Pra começar, as duas séries recorrentes são muito parecidas. Tanto The Zombies That Ate the World, de Jerry Frissen e Guy Davis, quanto Fragile, de Raffaele, abordam futuros próximos onde o mundo foi tomado por zumbis. OK, uma delas é de humor, enquanto a outra é um drama, mas ainda assim… zumbis. Uma melhor seleção faria maravilhas por esta revista. E esta edição em special é mais fraca que o normal, pois duas das histórias fechadas são insuportavelmente fracas. Uma pena, mas nem de longe faz juz ao que a Mètal Hurlant francesa era nos anos 70 e 80.
Tá, é Bacana (6 / 10)

OCEAN 3 (de 6)
Wildstorm
Texto: Warren Ellis
Arte: Chris Sprouse
Putz. Existe uma boa história aquei em algum lugar e tenho certeza que ela pode ser encontrada na leitura do futuro TPB desta minissérie. Mas, em capítulos mensais, ela simplesmente não aparece, porque NADA acontece. Como nada acontece, não há o que resenhar. Tenho a impressão de que, em TPB, Ocean deverá parecer um daqueles filmes de FC dos anos 70, com longos momentos de silêncio. Adoro… no cinema. Ellis deveria se afastar um pouco da TV e tentar voltar a ler. Quadrinhos são uma mídia estática e as cenas de sense of wonder que ele tenta impôr ao talentoso Chris Sprouse não impressionam, porque são apenas figuras estáticas numa página. É como ver fotogramas aleatórios de 2001. Esta edição se salva graças ao conceito de “humanos corporativos” que Ellis aborda aqui.
Tá, é Bacana (6 / 10)

TRIGGER 1
Vertigo
Texto: Jason Hall
Arte: John Watkiss
Trigger é a nova série mensal da Vertigo, escrita por Jason Hall (o mesmo da minissérie do Rastejante). E é uma boa estréia. Hall nos mostra um futuro onde tudo é controlado por uma corporação Ethicorp (cujo slogan é “We Get the Bad Out”). Desde o transporte público até a censura à TV, a Ethicorp está presente em tudo, observando cada casa com uma câmera para garantir que “os caras maus estejam fora”. Parece uma ambientação clichê, mas tudo indica que Jason Hall tenha várias cartas na manga. O protagonista é Carter Lennox, empregado da Ethicorp (como quase todo mundo), que leva uma vida de merda, sem trepar com sua esposa, com um trabalho sem sentido e desinteressante e cuja única diversão é escrever (em antiquadas máquinas de datilografia) e ler romances de Phillip Marlowe (em edições antiquadas e “assassinas de árvores”, feitas de papel; ou seja, livros). Parece uma mistura de 1984 e Fahrenheit 451, mas as tonalidades bi brotherianas não são ingênuas e descaradas como as destes livros. Antes, se parecem com as táticas corporativas de hoje: as pessoas são controladas porque querem e porque assim tudo se torna mais “fácil” e “limpo” (nos dê mais alguns anos e chegaremos lá, pelo visto). O desenho de John Watkiss (Sandman Mystery Theatre) é único e mescla genialmente art dèco, film noir e cyberpunk (sou só eu, ou “cyberpunk” soou o mais antigo nesta frase?). Mas o destque vai para a fantástica colorização de Jeremy Cox, que acerta em cheio o tom da história. Enfim, uma estréia mais do que promissora, com os toques certos de subversão, drama, FC e mistério.
Excelente (9 / 10)

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Alex Mandarino

2 Comments

  1. Ah meu rapaz! Essa é uma feliz semana!

    Consegui encontrar a cópia encardenada do “The Filth”! It’s my fuckin’ birthday!

    E fala uma coisa, Mandarino. Essas críticas você faz através das cópias impressas importadas, ou você pega pela internet (dc++)?

    Tentei encontrar o “Wanted”, “Superman – Secret Identity” (muito boa, cara) e algumas do “Authority” do Millar, mas não dei sorte… E ainda é meu sonho encontrar um Flex Mentallo (ou uma gráfica que imprima… oh tristeza!).

    “this is my face while i’m fuckin’ you in the ass!”- Wanted, do Millar (foda!)Posted by M.A. Lobato at 14:57 Monday February 31, 2005

  2. Fala, Lobato!Nos tempos de grana mais farta eu comprava tudo impresso, pela Westfield Comics. Agora eu tenho lido a maioria mesmo é em scans, via o abençoado DC++. ; )

    Mas realmente é mais fácil achar o que saiu agora do que coisas de um ano para trás.

    Ah, e parabéns, cara! Feliz aniversário!Posted by Alexandre Mandarino(www) at 18:26 Monday February 31, 2005

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