Quadrinhos da Semana (22/09) – Parte 5

MYSTIQUE 19
Marvel

É bom ver que a saída de Brian K. Vaughan não alterou em nada a qualidade desta série. Os roteiros de Sean McKeever mantêm a mesma sensacional dosagem de espionagem, wit, panache, refer~encias pop e high-brow e ação que tornam a série da Mística (entre todas as coisas!) um dos melhores quadrinhos atuais. Nesta edição, Shepard pede a Mística que o ajuda a resolver um problema pessoal: invadir uma das bases secretas da HIDRA para recuperar um objeto que lhe foi roubado. Os diálogos e situações são, como sempre nesta revista, divertidos e ao mesmo tempo absurdos e plausíveis (como toda boa ficção). E a revelação final do que é o tal objeto roubado é uma pérola à parte, que reafirma o brilho de McKeever como roteirista. Os desenhos de Manuel García são corretos, não ficando no caminho do plot – ele demonstra um bom domínio da ação na sequência da luta contra o esquadrão da HIDRA, em que Mística imita os movimentos e posescda Trinity, de Matrix. No final, finalmente temos a grande revelação de quem é o The Quiet Man, o misterioso chefe de Shepard, que quer convencer Mística a matar Charles Xavier. Bem, não a revelação, mas o sujeito será revelado na primeira página do próximo número. Vamos ver qual é.

Também brilhantemente pop é a “Sala de Perigo” improvisada pelo minúsculo telepata mutante Shortpack: ele treina usando tachinhas, armadilhas com lápis e tesouras, abismos de livros, etc. Genial. Um ótimo quadrinho divertido e que ainda por cima tem um plot que deixa o leitor intrigado e interessado no que vai acontecer em seguida.
Muito Legal (9 / 10)

PLATIC MAN 10
DC

Kyle Baker está claramente à vontade aqui. É fácil perceber como ele se diverte escrevendo e desenhando as novas aventuras do clássico e freak personagem criado por Jack Cole. Felizmente, não é só ele: as histórias são absurdamente divertidas e o fato de que essa revista não vende quase nada é o atestado de inércia e burrice do atual mercado americano de quadrinhos. A história é simples e manda um Scooby-Doo rápido e divertido. Plastic Man e seus amigos acabam tendo que pernoitar na mansão de um velho vampiro, que tem porblemas com sua filha vampira adolescente, gótica e rebelde. As gags visuais são, como sempre, o melhor nesta série que parece um velho desenho animado. Mais do que recomendo. O único senão de Plastic Man é o atestado de que ele é um excelente quadrinho: a leitura dele é rápida demais. Mas as piadas e gags são as melhores e isso torna a série única no universo DC.
Excelente! (9,5 / 10)

BLACK WIDOW 1
Marvel Knights

A primeira edição desta nova minissérie em quatro partes da Viúva Negra não faz feio. Richard K. Morgan sabe escrever a Viúva, de forma perigosa e fria o bastante, mas sem perder de vista que ela não é uma vilã nem uma bitch. Acertando no alvo com a personagem, resta o plot, que também funciona. Alguém, está matando a sangue frio todas as ex-agentes femininas da KGB, o que faz Natasha Romanoff pedir a ajuda de um agente aposentado, velho amigo que lhe deve favores. A partir daí, os dois caem na estrada, o que possibilita algumas cenas on the road bem legais. Mas o destaque total vai para a arte de Bill Sienkiewicz, que aqui finalmente volta a usar nanquim, após anos e anos de quadrinhos pintados ou de apenas arte-finalizações para outros artistas. Sienkiewicz volta em plena forma, na medida exata entre o realismo e o expressionismo. As cores de Dan Brown, excelentes, completam o encanto. Um início promissor, que espertamente afasta a Viúva Negra tanto do ambiente super-heroístico como das missões top secret tradicionais de histórias de espionagem. Vamos ver aonde este road movie gráfico vai parar.
Muito Legal (8,5)

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Alex Mandarino

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