Destino e a Pixar

Vale lembrar que Destino só foi concluído agora por um esforço pessoal de Roy Disney, sobrinho de Walt. Roy esteve em proeminência na mídia meses atrás por vir a público anunciar sua aposentadoria voluntária e afastamento do board de diretores da Disney (era o último parente de Walt ainda envolvido com a empresa) por discordar das decisões do presidente, Michael Eisner (notadamente um asno).

Eisner foi o sujeito que promoveu o fechamento dos estúdios de animação tradicional da Disney, incluindo o histórico e lendário estúdio da Florida. Tudo isso em virtude do sucesso dos longas em 3D feitos em parceria com a Pixar, de Steve “eu criei o Macintosh” Jobs (Toy Story 1 e 2, Monstros SA, Formiguinhaz e Procurando Nemo), todos excelentes. Mas o tiro saiu pela culatra: mal Eisner fechou os braços de animação da Disney (logo os de animação!), a Pixar se recusou a renovar o contrato de distribuição que mantinha com a empresa e já está optando pela Warner ou Fox para cuidar de seus próximos longas 3D. Ou seja: Eisner teve o olho maior que a barriga e agora ficou sem a Pixar e os desenhos 3D e sem os estúdios tradicionais 2D que fizeram a fama da Disney. Está num mato sem cachorro e cumprindo a profecia realizada por Roy Disney, que quando se aposentou por desgosto, no ano passado, criticou duramente Eisner na imprensa. Com a prevista reviravolta Pixar e o término de Destino, Roy tem dois bons motivos para comemorar nesta primeira metade de 2004. O velhinho merece.

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Alex Mandarino

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