Black Dahlia

Brian De Palma, ao que tudo indica, será o diretor da adptação do clássico Black Dahlia, romance policial do mestre James Ellroy. Black Dahlia é uma mutação para a ficção do trágico e grotesco assassinato de uma estrela de cinema dos anos 30, que na vida real foi encontrada SERIAMENTE mutilada, com o corpo cortado ao meio e as duas metades posicionadas de forma “erótica” (entre outras coisas sinistras e chocantes demais para ficar falando em vão). Durante anos, especulou-se sobre quem seria o assassino. A tal atriz (não lembro o nome agora, mas apliquem Black Dahlia ao Google e voilá) tinha um triângulo amoroso (aparentemente consentido) com dois outros caras; mas nunca se conseguiu chegar a conclusão alguma. Todas as pessoas envolvidas e que talvez soubessem de alguma coisa foram desaparecendo misteriosamente ao longo dos anos e das investigações.

Houve até uma mulher, que escreveu um livro especulativo “provando” que seu próprio pai (dela, não da vítima) era o assassino. Mas tudo isso apenas em nome da sacrossanta mídia americana e nada jamais foi comprovado. Black Dahlia é um dos grandes mistérios do século XX e um ponto altíssimo na sólida carreira de James Ellroy. Nos anos 90, a história foi adaptada para um ótimo game de adventure, naquela época (1994-1996) em que adventures com filmagens live action estavam em voga. Outro livro de Ellroy, Los Angeles – Cidade Proibida, rendeu um ótimo filme, ainda que a história na tela tenha sido vastamente “amortecida” para não chocar o grande público devorador de imensos sacos de pipoca. Mas, em Black Dahlia, isso simplesmente não pode ser feito. Vamos ver como De Palma e – principalmente – o roteirista se viram nessa.

Em tempo: as fotos do corpo da atriz são das coisas mais grotescas e chocantes que existem. Não tive estômago de ver, mas conheço pessoas de esôfago de adamantium que mesmo assim vomitaram após ver uma ou duas fotos da cena do crime. Aparentemente, a coisa é grotesquerie ensandecida total. E foi isso, justamente, além do caráter “famoso” dos envolvidos, que deu ao caso toda a atenção ao longo de quase 70 anos. Mas o ponto mais intrigante, claro, é o “whodunnit?”.

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Alex Mandarino

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