Skol Beats 2004

O Skol Beats 2004 já tem data: 24 de abril, somente em São Paulo (saco). A listinha inclui:
Fischerspooner (genial figura ligada ao electro)
Benny Benassi (sujeito autor do hit Satisfaction, também da praia electro)
Basement Jaxx (dupla inglesa que fazia house e agora, aparentemente, está imersa no rock)
Dave Clarke (DJ veterano de techno)
BT (legal também)
Paul Van Dyk (um dos DJs mais bem pagos do mundo, que eu acho um saco. Trance é um saco)
Sasha (outro DJ megastar milionário, ligado à house)
Sander Kleinenberg (esse mané não sei quem é)
Deep Dish (isso é ótimo; uma dupla iraniana que mescla house e outras coisas)
Sneak (?)
Darren Emerson (Ex-integrante do Underworld; já tocou como DJ em um dos Free Jazz aqui do Rio, mas a luz tava acesa, os seguranças expulsaram as pessoas da pista antes de acabar, foi uma merda – não por culpa dele)
X Press 2 (não faço a menor)
Josh Wink (Um dos raros casos de bom artista americano de música eletrônica)
Krust (Ótimo DJ, cheio de breakbeats)
Optical (Excelente sujeito, gênio do drum’n’bass)
MC Tali (É o carinha que faz rap e ragga em cima das músicas do Optical e do Krust)
Roger Sanchez (Veterano da house, um dos criadores da coisa; atualmente mesclando com rock)
Roni Size (Inovador do drum’n’bass, veio aqui em um dos Free Jazz e fez um show fantástico)
Derrick Carter (Outro DJ veterano e bem legal).

A programação tá muito boa, mas o chato vai ser aturar o público de cybermanos e recém-deslumbrados pela música eletrônica. Aliás, algumas coisas (Skol Beats, a revista Volume 01 e outros elementos voltados para a música eletrônica) são as coisas certas na época errada. Demoraram uns bons cinco anos para aparecer e agora… já é.
Teria sido perfeito se a cena eletrônica tivesse elementos como a Volume 01 cinco ou sete anos atrás, mas agora a coisa já esfriou. Demoraram muito. O techno e a house atuais não têm a mesma criatividade e vigor que tinham em 1996, 97. O drum’n’bass é um gênero praticamente morto, implorando por renovação. E o sopro de vida proporcionado pelo electro, electroclash, disco-punk e congêneres dessa família synth-arpeggio-80-punk é excelente, mas não segura as pontas por si só. O Skol Beats, por exemplo, se ressente muito da ausência de alguém como o Avenue D, a Peaches, as Chicks On Speed ou os 2 many DJ’s.

O lance é o seguinte: quando a house e o techno estavam no auge, entre 1989 e 1997, todo mundo tava ocupado demais brincando de grunge e perdendo o bonde da história. Agora que a música eletrônica tem buscado justamente no punk e no rock novos elementos de inspiração, está todo mundo ouvindo só techno e house. Vamos andar mais rápido aí, galera. A fila tá grande e neguinho tá com pressa.

E morte ao trance. Trance é algo insuportável.

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Alex Mandarino

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