Quadrinhos da Semana (27/10)

30 DAYS OF NIGHT – BLOODSUCKER TALES 1
IDW
Texto: Steve Niles e Matt Fraction
Arte: Kody Chamberlain e Ben Templesmith

Primeira edição desta série que pretende mostrar histórias curtas passadas no universo vampiresco criado pelo romancista Steve Niles na série 30 Days of Night. os dois primeiros “bloodsucker tales” têm um bom nível. Steve Niles e Kody Chamberlain mostram em Dead Billy Dead a transformação de um jovem em vampiro, nos becos de um grande centro urbano. Matt Fraction e Ben Templesmith aproveitam para explicar o desaparecimento das 400 meninas em Ciudad Juarez, México (o que aconteceu mesmo na vida real). O primeiro conto ganha pelo clima de angústia e pavor, enquanto o conto de Fraction, chamado Juarez or Lex Nova & The Case of 400 Dead Mexican Girls, vence mesmo pela qualidade de seu texto e a boa idéia de aproveitar o drama e o horror de Juarez. Uma idéia, ao menos, é uma verdadeira pérola: o personagem principal, Lex Nova, que fala em voz alta aquela narração tradicional em off dos contos noir. Ou seja, ele para de conversar com as pessoas para passar a narrar em voz alta. Hilário. As duas histórias não são auto-contidas e continuam na edição seguinte. Uma boa estréia.
Muito Legal (8 / 10)

ADAM STRANGE 2
DC
Texto: Andy Diggle
Arte: Pasqual Ferry

Strange veste seu uniforme e parte para o espaço, em busca do desaparecido planeta Rann. Ação aérea de altíssimo nível, com bom texto e boas idéias de Andy Diggle. Destaque total para a arte sensacional de Pasqual Ferry, que está voltando a utilizar o seu estilo original, da época em que trabalhava no mercado europeu de quadrinhos. Uma ótima série e que ainda por cima mostra uma nova versçao do clássico uniforme de Adam Strange, com telas holográficas flutuantes à frente do capacete. Excelente exemplo de como fazer o update de um personagem clássico sem estragar o que lhe dava graça em primeiro lugar.
Muito Legal (8,5 / 10)

AMAZING SPIDER-MAN 513
Marvel
Texto: J. Michael Straczynski
Arte: Mike Deodato Jr.

Continuando a patética saga Sins Past. desta vez os filhos de Gwen Stacy e Norman Osborn se encontram com o Homem-Aranha no alto da velha ponte de onde Gwen caiu para a morte. O detalhe ridículo é que, para marcar o encontro, o Aranha convoca uma entrevista coletiva para a TV na frente do prédio do Clarim Diário (foi esta a forma que ele pensou para entrar em contato com os dois irmãos Stacy). Difícil saber para que serve esta saga além de retro-esculhambar com Gwen Stacy e fazer Peter Parker parecer um total idiota. Bom, apresenta personagens completamente implausíveis, também. Talvez seja isso. Excelente arte de Mike Deodato, infelizmente desperdiçada nesta idéia, a mais cretina desde a Saga do Clone.
P.S.: Eu não estou resenhando a revista-irmã, Spectacular Spider-Man, porque não consigo ler nada desenhada pelo Humberto Ramos. Mas li que na edição deste mês o Aranha ganha, de forma definitiva, o poder de fabricar e expelir teias orgânicas, como no filme. Até entendo isso e, se pensarmos bem, não é tão absurdo quanto um adolescente inventar um fluido de teia sintética. Mas Paul jenkins não parou por aí: ele inventou que agora Peter também consegue “falar” com os insetos. Sim, isso mesmo. E parece que não tinha ninguém na Marvel para dizer a ele que aranhas não são insetos. Felizmente, Spectacular vai acabar após o fim desse arco.
Fuja Dessa Merda (0,5 / 10)

AQUAMAN 23
DC
Texto: John Ostrander
Arte: Chris Batista

Não lia a revista do Aquaman desde a época em que ela era escrita por Peter David vários anos atrás. Nem mesmo Rick Veitch me animou a ler esse título, mas a entrada de John Ostrander como novo escritor me fez ler esta edição. De cara voc~e percebe as mudanças no personagem: ele não usa mais barba e cabelo comprido e voltou a usar o uniforme clássico (com pequeneas mudanças). No lugar do arpão, ele conta com uma mão de “água sólida” (não é culpa de Ostrander, que trata de quebrar a tal mão no fim desta história; vamos ver o que ele coloca no lugar de algo tão ridículo). Bom, mas este arco tem uma boa premissa: algum grupo desconhecido simplesmente afundou San Diego no mar (sim, a cidade inteira). Não pára por aí: um vilão chamado Geiss fez com que os habitantes da cidade sofressem mutações e agora todos respiram debaixo d’água. O governo federal manda Aquaman e os Sea Devils (com novos membros criados por Ostrander; boas idéias aqui) para ajudar na situação lá embaixo. Parece esquisito, mas a i´diea de uma San Diego submersa com habitantes humanos submarinos está funcionando bem no contexto da história, graças ao tom realista, mas sem ser chato, que é o padrão de Ostrander. Bons desenhos de Chris Batista.
Muito Legal (8 / 10)

BATMAN 633
DC
Texto: Bill Willingham
Arte: Kinsun

Resolvi arriscar ler isso porque é a conclusão da horrenda saga War Games (finalmente!). Me arrependi. Stephanie, a nova Robin, morre num leito da clínica de Leslie Thompkins (o que deve abrir caminho para a volta de Tim Drake). A base de Oráculo é invadida pelo Máscara Negra e, numa das sequências mais cretinas da história da DC, Barbara Gordon explode o prédio inteiro com ela e Batman dentro apenas para que o morcego pare de brigar com o Máscara Negra (ela estava com medo de Batman morrer, quando a arte mostrava justamente o contrário, que ele estava vencendo a luta). Enfim, um crossover horrendo e perfeitamente dispensável. A partir do número que vem volto a resenhar esta revista normalmente.
Uma Porcaria (4 / 10)

BIRDS OF PREY 75
DC
Texto: Gail Simone
Arte: Ed Benes

O melhor de Birds of Prey é o texto da roteirista Gail Simone, que aqui espertamente se afasta assim que pode das pontas deixadas por War Games. Com sua base destruída e todos os seus pertences perdidos, Barbara Gordon muda de planos e decide que Oráculo vai passar a agir a partir de um aviçao, que será pilotado por ninguém menos que Lady Blackhawk, a clássica piloto/pin-up girl da série Blackhawks (Falcões Negros). Após o trauma de War Games, é compreensível que Barbara queira deixar Gotham City para trás e nunca mais voltar, já que Batman e Nightwing agiram como totais babacas com ela (aliás, o Batman de Bill Willingham é um completo escroto, o que é totalmente off-character). Desenhos interessantes e realistas de Ed benes, que talvez exagere nas poses “somos sensuais” de Caçadora e Canário Negro. Mas um importante ponto de virada desta série, que com isso se afasta da franquia do morcego (e talvez se livre de futuros crossovers).
Muito Legal (8 / 10)

BLACK WIDOW 2
Marvel Knights
Texto: Richard K. Morgan
Arte: Goran parlov e Bill Sienkiewicz
Segunda edição desta minissérie e as coisas começam a ficar meio lentas e “realistas” no mau sentido. Não gosto quando transformam personagens clássicos em versões “do mundo real” e é o que Richard K. Morgan tenta fazer nesta edição. Em uma das sequências, a Viúva Negra explica que parou de usar seus braceletes hi-tech porque eles pesavam quatro quilos cada um e viviam dando problemas. Bom, não é o que eu vi em três décadas de histórias desta personagem. De qualquer forma, a trama central é interessante e os desenhos são muito bons (nesta edição, Goran Parlov dá uma força para Sienkiewicz, criando os layouts dos quadros, mas não se nota muita diferença). Interessante, mas com doses de “realismo” aplicadas nos locais errados.
Tá, é Bacana (7 / 10)

CATWOMAN 36
DC
Texto: Ed Brubaker
Arte: Paul Gulacy

Brubaker claramente está desconfortável com a obrigação de acompanhar o crossover War Games e esta revista foi a que mais perdeu qualidade graças à maldita saga. A atenção de quem não está acompanhando o crossover nas outras revistas ligadas ao Batman se mantém por causa da excelente arte de Paul Gulacy, que coreografa cenas de luta como poucos. Catwoman finalmente se vinga do psicopata Zeiss, cobrindo-lhe de porrada. Enquanto isso, a base de Oracle é invadida e Batman continua agindo como um escroto. Vale por Paul Gulacy (não que Brubaker tenha alguma culpa pelas falhas, pelo contrário).
Só Para Fãs (5,5 / 10)

DAREDEVIL 66
Marvel Knights
Texto: Brian Michael Bendis
Arte: Alex Maleev

Milagre! Boas cenas de ação em uma história de Brian Bendis! Neste novo arco vemos a chegada de um taciturno ancião à Cozinha do Inferno. A narrativa se divvide em três partes e Maleev aplica um estilo distinto para cada uma delas: seu traço normal para as cenas passadas no presente; um traço mais econômico e em preto e branco para as cenas passadas nos anos 40; e um traço pontilhado, imitando a antiga impressão dos quadrinhos nos anos 70, para as cenas da épóca em que Matt Murdock usava o traje amarelo e vermelho. Um bom início, com personagens interessantes e sem muitos dos tiques de estilo de BENDIS!
Muito Legal (8 / 10)

ELEKTRA – THE HAND 3
Marvel
Texto: Akira Yoshida
Arte: Christian Gossett

Esta mini começou bem, mas aqui entramos em “modo clichê”, com a apresentação de uma espécie de “Elektra do século XVI” e cenas de “amor impossível” a la Romeu e Julieta. Não é ruim, mas percebe-se uma queda na qualidade, tanto do texto como do desenho. Algumas viradas que não fizeram bem à trama.
Só Para Fãs (5,5 / 10)

FLASH 215
DC
Texto: Geoff Johns
Arte: Howard Porter

O que chama a atenção nesta edição é o fato de Howard Porter ter abandonado o estilo horroroso que vinha usando desde JLA e adotado um traço mais clássico, o que lhe favoreceu horrores. Mas Geoff Johns perde pontos por interligar este arco com a suprema babaquice que é a minissérie Identity Crisis. Wally West recebe de Oliver Queen uma carta escrita por Barry Allen, que ele deveria ler se um dia descobrisse sobre a lobotomização de super-vilões praticada pela Liga da Justiça. Claro, na carta temos mais uma revelação “chocante” sobre Barry Allen e o vilão Peão. Sempre achei Geoff Johns uma espécie de sub-Kurt Busiek superestimado e aqui ele demonstra claramente sua mediocridade.
(Só Para Fãs (4,5 / 10)

GREEN LANTERN: REBIRTH 1
DC
Texto: Geoff Johns
Arte: Ethan Van Sciver

Bom, é a saga que vai trazer Hal Jordan de volta como o Lanterna Verde da Terra. Justiça seja feita: Geoff Johns não tem culpa por esta idéia, claramente fruto da reunião de algum comitê de execufgivos da DC. Bons desenhos de Ethan Van Sciver, mas a história em si consiste em fazer você perder toda a credibilidade na DC. Sinceramente, não me importo se o Lanterna Verde é Hal Jordan ou Kyle Rayner, mas se Hal Jordan é capaz de ser novamente o Lanterna Verde após ter assassinado toda a Tropa dos Lanternas Verdes, explodido o planeta Oa, matado Kilowog e outros amigos dele, quebrado o pescoço do vilão Sinestro a sangue frio, virado o supervilão Parallax, tentado destruir o universo em Zero Hora, morrido, ido para o limbo e virado o novo Espectro, se TUDO ISSO não significa nada e o cara pode simplesmente voltar à vida e a ser o Lanterna Verde, então estão dizendo que NADA do que acontece no universo Dc importa e têm sentido. Péssima idéia, desde o início. Quero dizer, fazer Hal Jordan virar um vilão assassino em massa já tinha sido uma péssima idéia, uma década atrás. Mas gerar outro conceito pavoroso para resolver isso não é um mérito. Aqui, o Espectro (Hal Jordan) parece estar reconstruindo Coast City, a cidade onde vivia Jordan originalmente. Guy Gardner parece estar perdendo seus poderes de Warrior e Kyle Rayner encontrou algo pavoroso no espaço. Ou seja, Jordan está querendo – de novo – fazer as coisas voltarem a ser como eram. O único final decente para esta mini seria a morte definitiva de Hal Jordan no final. Isso seria muito engraçado.
Só Para Fãs (5,5 / 10)

HELLBLAZER 201
Vertigo
Texto: Mike Carey
Arte: Leonardo Manco

Um pequeno conto de horror auto-contido, com os elementos que fazem Hellblazer funcionar tão bem. Mike Carey cria cenas realmente assustadoras e Lonardo Manco mostra ter sido uma excelente escolha para novo artista desta revista. Alguns objetos místicos de John Constantine são roubados de um galpão onde estavam guardados, inclusive um bracelete hindu com poderes tenebrosos. Simples e efetivo.
Tá, é Bacana (7,5 / 10)

Jack Staff 6
Image
Texto e Arte: Paul Grist

Paul Grist (St. Swithin’s Day) continua sua série de pequenas histórias em continuação com os personagens do universo de Jack Staff. Caçadores de vampiros com problemas financeiros e uma paródia/homenagem aos Invasores em situações típicas de “super-heróis na Segunda Guerra”. Divertido e despretensioso, com um bom tom pop. Mas Grist não tem as afiadas idéias de um Mike Allred e seu Jack Staff às vezes soa aquém do que poderia ser; soa meio bobo.
Tá, é Bacana (7 / 10)

JLA 107
DC
Texto: Kurt Busiek
Arte: Ron Garney

Não lia esta revista desde a época em que era escrita por Mark Waid. Felizmente a Liga está livre de escritores horrendos como Chuck Austen, John Byrne e Chris Claremont, os últimos que passaram pelo título. Mas a estréia de Busiek, apesar de interessante, é abaixo do que eu esperava. Flash e Ajax derrotam o Construto, um vilão clássico – que funciona bem melhor hoje em dia, com a Internet e tudo o mais) durante uma inspeção de rotina do equipamento da Liga, na Lua). Interessante, mas com um tremendo excesso de techno-babble que por vezes deixa a coisa quase insuportável. Ron Garney também claramente não se beneficia da arte-final de Dan Green, que deixa seu traço muito “solto”. Um começo meia-boca para a fase de Busiek. Vamos aguardar.
Só Para Fãs (4,5 / 10)

MYSTIQUE 20
Marvel
Texto: Sean McKeever
Arte: Manuel Garcia

Nesta edição finalmente descobrimos quem é o Quiet Man, o homem que quer que Mística mate Charles Xavier. Surpreendentemente, é o mutante e mercador de armas Steinbeck, que apareceu matanbdo uma mutante na Rússia lááá no número 1 desta série. Por uma infeliz coincid~encia, Shortpack, o telepata minúsculo, sai atrás de Steinbeck em busca de vingança e desaparece. Em uma tentativa de salvar seu diminuto parceiro, Mística abandona Forge no meio de uma ação de campo e, graças a isso, Charles Xavier resolve fazer o que sempre ameaçou fazer desde a primeira edição: abandonar Mística à própria sorte. Fatalmente as coisas mudam na próxima edição desta sensacional e intrigante série. Este número, de quebra, tem uma aparição do ótimo personagem Fantomex.
Muito Legal (8,5 / 10)

PLANETARY 21
Wildstorm
Texto: Warren Ellis
Arte: John Cassaday

Planetary vem sendo extremamente prejudicada pela sua periodicidade errante (e lentidão nos lançamentos de uma revista justamente em sua reta final é o pior que pode acontecer). Mas Ellis consegue uma boa história nesta edição, com Elijah Snow visitando uma maga/xamã nos moldes de Dr. Estranho e Promethea. A edição inteira, aliás, tem ecos de Promethea, com a maga explicando a Snow a relação entre os mortos e as plantas de poder (ayahuasca, peyote, etc). Bons conceitos, com toques inevitavelmente morrisonianos por parte de Ellis. Excelente arte de John cassaday, como sempre. Mas já passou da hora desta série ser concluída. Esperar meses entre cvada edição está sacrificando a qualidade da leitura deste título.
Muito Legal (8,5 / 10)

SOLO 1 – TIM SALE
DC
Texto: Tim Sale, Darwyn Cooke, Diana Schutz, Jeph Loeb e Brian Azzarello
Arte: Tim Sale

Solo é uma nova série de especiais com histórias curtas, onde cada número será focalizado em um artista. Tim Sale é a estrela desta edição de estréia e o cara é uma boa escolha. A arte de Sale é sensacional e dona de um estilo todo próprio. A coisa não é tão “solo” assim: Sale escreve apenas duas das seis histórias desta edição. Mas isso não é um problema, claro. Date Knight, escrita por Darwyn Cooke, é uma deliciosa brincadeira com o duvidoso relacionamento entre Batman e Mulher-Gato, o que permite que Sale desenhe boas splash pages de ação pelos telhados da cidade. Christina, escrita por Sale mesmo, é um melancólico conto desenhado em tons de cinza e marrom. Young Love, escrito por Diana Schutz, é um surpreendente conto de amor juvenil envolvendo a Supergirl original, Linda Lee (aquela que era prima de Superman). Sale desenha usando pontilhismo de cores, simulando os processos de impressão da Era de Prata. Prom Night, escrita por Jeph Loeb (na única história relativamente fraca desta edição) mostra Clark Kent, ainda em Smallville, indo para seu primeiro baile com Lana Lang. Low Card in The Hole, escrita por Brian Azzarello, é a melhor em termos de roteiro, e é um bizarro conto noir com um ginal surpreendente. Noir, aliás, é onde Tim Sale mostra seu ponto forte: o uso de sombras e cores. Finalmente, I Concentrate On You, escrita pelo próprio Sale, é um bonito conto de amor que, aparentemente, tem como personagens os pais do artista, numa bela homenagem a eles. Uma forte edição de estréia, numa série que promete e é uma boa premissa. Na edição seguinte, o artista enfocado em Solo será Richard Corben, outra ótima escolha.
Muito Legal (9 / 10)

STRANGE 2
Marvel Knights
Texto: J. Michael Straczynski
Arte: Brandon Peterson

Uma edição mais fraca do que a anterior, com duas mudanças que me parecem para bem pior: descobrimos que o jovem Wong também virou médico, com um consultório em Nova York (!). E a nova Clea, que aparece no final desta edição, é bem mais sem-graça do que a original. Maldita necessidade de transformar tudo num realismo raso de sitcom. Doutor Estranho NÃO É realista! Para piorar, Brandon Peterson é um pobre clone de Jim Lee. na resenha do número 1, disse que a coisa terminava de uma forma que podia ficar bom ou ruim. Bem, ficou ruim.
Só Para Fãs (4,5 / 10)

THE LOSERS 17
Vertigo
Texto: Andy Diggle
Arte: Jock

Ação desenfreada, com os Losers em flashback numa missão no deserto afegão. os caras precisam invadir na base do sttealth, sem fazer barulho, uma fortaleza fortemente armada e repleta de radicais islâmicos, para libertar um grupo de crianças escravizadas que serão vendidas para milionários pedófilos. Uma ótima e ágil edição, com bons diálogos e a costumeira excelente arte de Jock.
Muito Legal (8,5 / 10)

THE RIDE – 2 FOR THE ROAD 1
Image
Texto: Chuck Dixon e Cully Hamner
Arte: D. Alexander Gregory e Cully Hamner

2 For The Road é a nova minissérie baseada nos filmes do site The Rider (www.bmwfilms.com), pequenas histórias de ação em qualquer gênero cujo único ponto em comum é a aparição de um BMW. Seraõ duas histórias auto-contidas por edição, com arte em preto e branco. Shotgun, escrita por Chuck Dixon, envolve um caronista, seguros de vida e um plot twist bobo e previsível. D. Alexandre Gregory é bom, mas seu traço parece demais com o traço de Marcelo Frusin. A segunda história, Big Plans, escrita e desenhada por Cully Hamner, é melhor e envolve o último trabalho de um assassino de aluguel e espião industrial prestes a se aposentar. Mas a forma escolhida por Hamner para integrar o BMW à trama não é tão esperta quanto ele parece pensar que é. Enfim, uma estréia irregular, mas pode ser lido sem sustos por fãs de quadrinhos de ação e tem o mérito de não envolver super-poderes.
Tá, é Bacana (7 / 10)

WE3 2
vertigo
Texto: Grant Morrison
Arte: Frank Quitely

We3 é tão superior e mais criativo que os outros quadrinhos lançados atualmente que chega a ser constrangedor para os outros títulos. Morrison e Quitely simplesmente estão invcentando novos elementos da linguagem dos quadrinhos e isso é algo que não se vê todo dia. A narração é simplesmente uma obra-prima, alterando o foco, a velocidade e os enquadramentos sempre em prol da história e da fluidez do plot. Personagens fantásticos, arte de excelente qualidade (Quitely mostra aqui que é um gênio e confirma seu status de monstro dos quadrinhos atuais). O primeiro quadrinho do século XXI, com informações estéticas que podem mudar tudo. A melhor dupla de criadores dos quadrinhos modernos, em seu melhor momento até agora. Não deixe de ler esta mini em três partes – ou você será um mané. Obra-prima.
BUENO EXCELLENTE! (10 / 10)

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Alex Mandarino

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