Quadrinhos da Semana (29/09) – Parte 1

Semana meio barro, meio tijolo. Vamos lá:

NIGHTCRAWLER 1
Marvel
Texto: Roberto Aguirre-Sacasa
Desenhos: Darick Robertson
Uma revista mensal para o Noturno não é lá uma grande ídéia, porque sempre achei o personagem mais reativo do que ativo (no bom sentido, claro). Se bem que o Wolverine é outro que, na minha opinião, também funciona melhor como coadjuvante e mesmo assim tem revista própria há anos.
felizmente, o argumentista Roberto Aguirre-Sacasa começa bem nesta primeira edição. Um grupo de crianças com problemas mentais é massacrado em um sanatório e, ao que tudo indica, o assassino é um teleportador. Temendo que isso acabe, claro, revertendo contra os mutantes, os X-Men enviam Noturno para investigar a situação.
Para uma primeira edição, está OK: a trama é intrigamnte o bastante para que você queira continuar lendo e os desenhos de Darick Robertson são sempre competentes. Outra vantagem é que não há nada minimamente ligado à cronologia mutante. Uma surpresa feliz, já que eu não esperava nada dessa nova série.
Tá, é bacana (7,5 / 10)

ADAM STRANGE 1
DC
Texto: Andy Diggle
Desenhos: Pascal Ferry

Adam Strange é um personagem clássico de FC dos anos 50 que a DC tenta relançar umas duas ou três vezes a cada década. Ainda que extremamente simpático, o problema do conceito de Adam Strange é que ele é o próprio arquétipo do lado ingênuo da FC cinquentista. Diggle (que escreve a boa série The Losers) espertamente burla isso ao pintar um Adam Strange no qual ninguém acredita. Afinal, como acreditar num sujeito normal, sem poderes, que jura que de tempos em tempos é teletransportado para o planeta Rann, em outra galáxia, através da ação de um certo Raio Zeta? Diggle brinca com isso de maneira competente, com direito a até mesmo trocadilhos entre o tal raio e a atriz Catherine Zeta-Jones.
Um ponto de partida extremamente promissor para esta minissérie em cinco partes. Na primeira metade da edição, temos a impressão (errada) de que Diggle está tentando transformar Strange em um personagem “sombrio” (leia-se chato), o que combina tanto com o conceito da série como alho com chantilly. Felizmente, é apenas uma pista falsa: Diggle logo mostra que entende o que faz o personagem funcionar. O desenho do espanhol Pascal Ferry (que abandonou os álbuns autorais que fazia na Europa nos anos 80 pelos quadrinhos de super-heróis) está aqui em seu ponto mais alto – ao menos ele nunca foi tão bom antes em sua carreira no mercado americano). ferry mostra domínio da narrativa tanto nas cenas de diálogos, mais climáticas, como nas _ fantásticas – cenas de combate aéreo. Uma primeira edição mais do que promissora.
Muito Legal (9 / 10)

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Alex Mandarino

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