Quadrinhos da Semana (6/10) – Parte 2

HULK / THING: HARD KNOCKS 2
Marvel Knights
Texto: Bruce Jones
Arte: Jae Lee

Estamos na segunda edição desta minissérie em quatro partes e o propósito de sua existência continua pouco claro. O Coisa vai até o deserto, para bater um papo com o Hulk e contar antigos casos do Quarteto Fantástico, como os primeiros encontros com o Doutor Destino e com o próprio Hulk (as histórias originais eram de Stan Lee e Jack Kirby). Com isso, Ben Grimm parece querer falar com alguém que entenda o aspecto de ser um monstro freak e temido pelos humanos. Mas o comportamento dos dois personagens às vezes soa auto-consciente demais, cheio de piscadelas de olho para o leitor. Quero ver onde Bruce Jones leva esta minissérie, mas por enquanto parece ser mais um caso de encheção de linguiça enquanto a revista do Hulk não é relançada. Os desenhos de Jae Lee são muito bons, mas ele erra a mão justamente nos dois protagonistas, que parecem personagens que você nunca viu antes (principalmente o Coisa, renderizado de forma bastante ruim por Lee). Mas, fora estas exceções – ainda que importantes -, a arte de Lee está sensacional. O roteiro de Jones não é ruim, mas vamos esperar para ver se ele tem algum final que justifique tudo isso ou se é só uma enrolação.
Tá, é Bacana (6 / 10)

THE LOSERS 16
Vertigo
Texto: Andy Diggle
Arte: Jock

The Losers começa aqui um novo arco, que é até bastante amigável para pessoas que nunca leram a série. Talvez isso seja proporistal, já que Losers infelizmente tem vendido muito pouco. O que é que acontece com a Vertigo que só consegue vender coisas meio góticas, enquanto séries sensacionais como The Losers e Human Target vendem quase nada? Fico pensando se os “leitores adultos” da Vertigo não sofrem do mesmo mal que suas contrapartes que lêem super-heróis e só conseguem aceitar coisas que tenham fadas, duendes e pessoas vestidas de preto. Mas vamos lá: esta edição mostra finalmente como os Losers vieram a “morrer”, passando a enfrentar seus antigos patrões, a CIA. Tudo isso é contado pelo Coronel em flashback, durante um vôo de avião em que ele finalmente resolve explicar para Aysha, a afegã, como o grupo veio a se tornar sabotadores das ações de black ops da CIA. Uma boa edição, bem escrita e direta ao ponto, como sempre acontece com Andy Diggle. A arte de Jock é sensacional, talvez prejudicada um pouco nas sequências de flashback, que receberam um tratamento diferenciado de cor, com uso inusitado de retículas. O resultado é bom, mas fica um pouco aquém do que certamente era o objetivo inicial do colorista e do editor, graças à impressão meio bunda da revista. Ainda assim, uma leitura de qualidade.
Muito Legal (8 / 10)

WONDER WOMAN 208
DC
Texto: Greg Rucka
Arte: Drew Johnson

Greg Rucka acertou em cheio na edição especial Hiketéia, mas não conseguiu até agora repetir o mesmo grau de qualidade em sua fase na revista mensal da Mulher Maravilha. O pior é que a culpa não é só de Rucka, mas da própria personagem. Assim como Superman e Aquaman, Wonder Woman tende a ser chata pra caralho e só funciona quando é arrancada a força de seu mundo natural. Estes três personagens são muito datados e merecem, sim, uma boa mexida. Rucka segue pelo camninho certo, usando criaturas mitológicas e deuses do panteão grego (um dos elementos mais legais e subestimados do universo da WW), mas a história tem papo furado demais, ao menos nesta edição, que é passada inteiramente no interior da Casa Branca. Essa história da Mulher Maravilha ser a embaixatriz de Themyscira, representante sei lá do quê no “Mundo dos Homens”, é francamente um saco. Ela funciona quando é mostrada como uma guerreira, enfrentando seres mitológicos bizarros. Ainda assim, a luta dela contra a Medusa, nesta edição, é tão fraquinha que nem precisavam ter usado a Medusa para tal papel ridículo. E os desenhos de Drew Johnson são entediantes, apesar de mais ou menos competentes. Johnson é uma espécie de sub-Terry Dodson, seguindo aí éla linha do Adam Hughes e do Alan Davis, mas sem o brilho destes. Seus rostos em especial são feios e irritantes, com a perspectiva meio errada. Enfim, eu queria gostar desta série, graças a Greg Rucka, que é um bom escritor, mas parece que nem ele é capaz de salvar uma personagem que vem sendo retratada de maneira chatíssima há tantos anos. A DC precisa repensar esses três medalhões: se Batman, Flash e Lanterna Verde ainda funcionam mais ou menos bem, Superman, Aquaman e MM mostram horrivelmente o peso da idade.
Só Para Fãs (5 / 10)

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Alex Mandarino

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