Visitantes

Uma menina do estande da distribuidora Diamond chamou a atenção para este fato: eles – como os demais estandes – receberam inúmeras visitas de vendedores, donos de livrarias, críticos e compradores, fazendo infinitas perguntas sobre a cena de quadrinhos. E, o que é mais importante: ela disse que, a partir de agora, as pessoas finalmente vão perceber que não existem só super-heróis e mangás nos quadrinhos. Outra curiosidade: os títulos que mais chamaram a atenção e mais foram vendidos no mercado para o público leitor comum eram quase de um padrão oposto ao do que faz sucesso nas comicshops e mercado direto. Revistas para o público feminino receberam atenção especial e, surpreendentemente, ao lado de Sandman (claro), os maiores sucessos da feira foram Bone e Leave It To Chance.

Já há gente dizendo que, em cinco anos, o mercado direto só existirá para vender revistas mensais do Speedball para meia dúzia de nerds de trinta anos de idade. O resto todo estará em forma de livros nas livrarias, para o público comum.

Vejam o que disse a Mimi, da Ait/PlanetLar (editora da minha querida Channel Zero). Ela compara o clima geral com a mesma empolgação que as pessoas tiveram com a Internet, em 1995. E prevê um boom parecido para os quadrinhos nos próximos dois anos:

“BEA was great. We’re so glad we went. Graphic Novels were the hot topic down there. The attitude surrounding Graphic Novels at BEA reminded me of the early days of the Internet. People knew there was something exciting and ‘new’ on the horizon but they didn’t know how big it would be and just how to harness the medium to make it work for them.”
“It’s the same today with comics,” she continues. “People flip through a comic and you can see how much fun they have reading it. They’re not totally sure how they will incorporate comics into their business but they know they want to. The success of the Internet was predicated on a few passionate people who understood the medium and evangelized their vision of what it could be. Over time, adoption hit critical mass and the Internet became an intrinsic part of our society. I believe we’re at the beginning of the steep upswing of comics’ adoption and the next few years will represent an impressive growth in our industry.

Enfim, os leitores de X-Men parece que finalmente vão entender na pele porque os humanos têm medo do homo superior: o fanboy FINALMENTE corre o risco de desaparecer, substituído pelo cara ali da esquina e a namorada dele.

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Alex Mandarino

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