Boogaloo

Enquanto isso, aqui no Rio, uma das festas mais legais que apareceram no final do ano passado, a Boogaloo, já começa a embaçar. O som do residente, DJ Rod, é sensacional (house da melhor qualidade) e os frequentadores eram ótimos: gente que estava a fim de dançar, sem encher o saco nem fazer carão; mulheres e menininhas legais; gringos engraçados; casais de coroas que estavam passando e resolveram entrar; enfim, só gente desencanada, a fim de se divertir. E variada.
Voltei lá nesta sexta-feira e estava uma caca. Criaram nova pista no antes inexistente andar de cima (agora tem duas pistas), mas o som tava uma merda. DJ Rod não estava à vista (aparentemente está viajando). O lugar foi invadido pelos clubbers babacas, aquela galera que frequentava o After e não se diverte: só vai pra pista pra encher os córneos de ecstasy e GHB e ficar fazendo carinha feia. E, o pior de tudo: o lugar se transformou defintivamente em uma boate gay. Nada contra gays, pelo contrário. Eles divertem o ambiente e são engraçados. Sempre existem gays nas festas e na Boogaloo não era exceção. Mas quando algo se torna um gueto excludente fica chato. Sou contra esses guetos idiotas e deviam haver apenas umas dez mulheres em toda a festa. Aí fica foda.

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Alex Mandarino

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