A-Day

O chamado A-Day (“dia aéreo”) teve um saldo de mais de 300 bombas Tomahawk jogadas sobre Bagdá; pelo menos 37 civis iraquianos feridos (vários deles crianças); e vários prédios que foram pelos ares. Um deles foi o do Ministério do Exterior, que – de acordo com autoridades iraquianas – teria sido posto abaixo com inúmeros funcionários em seu interior. Engraçado como World Trade Center no rabo dos outros é refresco. E um dos mitos mais absurdos da guerra moderna (além do próprio termo “guerra moderna”) são os mísseis “inteligentes”. Um Tomahawk detona completamente tudo em um raio de 300 metros. Inevitavelmente, isso transforma a “inteligência” em um ato de matar moscas com um canhão.

Vejo na TV que 1300 pessoas foram presas em San Francisco, em protestos contra a guerra. Casais hippies de meia idade, grunges e figuras de cabelo colorido. Bom saber que alguém ainda pensa nos EUA. Afinal, mesmo depois de dois dias da “Operação Choque e Pavor”, Bush mantém seus supostos 70% de aprovação. Bom, mas San Francisco sempre foi um caso à parte na caipirolândia que são os Estados Unidos. O problema é o oceano de hillbillies e rednecks que habitam o fosso cultural entre San Francisco e Nova York, em lugarejos como Cowshit, Nebraska; Elvisland, Oklahoma; e Motherfuckingville, Idaho.

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Alex Mandarino

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