Tiziano

Um quebra-cabeças separado há mais de quatro séculos voltou a ser montado nesta quarta-feira, dia 19, na National Gallery, em Londres. Três quadros do pintor renascentista Tiziano, separados desde 1591, finalmente estão sendo expostos lado a lado, como era a idéia original do artista. A mostra, inaugurada ontem, traz a série Camerino, um tríptico, da forma como Tiziano a criou. Camerino mostra cenas de mitos greco-romanos e só pôde ser apresentada de forma completa na exposição londrina graças ao Museu do Prado, de Madri, e à National Gallery de Washington, que emprestaram seus “pedaços” da obra para a exposição (a National Gallery de Washington ficou tão empolgada que quebrou uma regra de seu estatuto, que proíbe o empréstimo de obras do acervo). As negociações para reunir as pinturas demoraram três anos. Os curadores da mostra, David Jaffe e Caroline Campbell, afirmam que essa demora se deve ao fato de que Tiziano “costuma ser destaque entre os acervos dos museus, que temem pela segurança das peças”. O fato das peças nunca terem sido expostas em conjunto antes deve atrair mais público. São esperadas cerca de 270 mil pessoas ao longo da mostra (a mostra de Matisse e Picasso, no ano passado, atraiu 500 mil, mas desta vez a National Gallery estará limitando o número de pessoas que poderão entrar ao mesmo tempo). Campbell afirmou ser emocionante ver os quadros expostos lado a lado: “É incrível ver uma figura em uma das pinturas e observar que ela ressurge na obra ao lado”, disse o curador. Tiziano, um mestre renascentista, influenciou de Rembrandt a impressionistas como Manet e Degas. É quase um proto-impressionista, com uma abordagem livre das cores.
Duas das pinturas que integram o Camerino:

Baco e Ariadne

A Festa dos Deuses

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Alex Mandarino

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