Do site Disinfo.com:

“A maioria das pessoas tende a não dar muita bola para os aspectos culturais e comunais dos games. (…) A essa altura, parece que o argumento de que video games provocam violência já se mostrou sem embasamentos em quase todos os círculos (…). Controvérsias à parte, os jogadores erigiram uma subcultura visível e dinâmica, a qual, pelo menos, lança sérias dúvidas quanto à imagem de que os jogadores são nerds reclusos sem vida social e sem amigos. Embora muitos jogadores sejam adeptos de vários tiupos de games, existem divisões notáveis quanto ao perfil dos jogadores (…). A visão mais comum que se tem dos jogadores é a de uma comunidade que envolve LAN parties (festas com redes LAN montadas), redes online, e shooters como Doom, Quake e CounterStrike. Outros preferem games de estratégia, como Starcraft e Warcraft. Existem ainda devotos dos RPGs online, como Phantasy Star Online e Everquest. Mas mesmo aqui parecem existir divisões, já que fãs de Everquest podem ser completamente diferentes dos fãs de Ragnarok Online. Outra distinção pode ser feita em termos das dinâmicas de cada grupo: jogadores que preferem partidas offline ou online, single player ou multiplayer, PC ou console, etc.

(E aqui vem a melhor parte do artigo do Disinfo)

Poucos estudos acadêmicos reais – se é que algum – têm sido feitos em relação ao tópico dos games como subcultura (ou seja, além das questões envolvendo “violência”, etc), mas com o constante crescimento dessa cultura e sua incessante visibilidade, certamente se tornará um tema de interesse em algum momento no futuro entre Sociólogos e Acadêmicos.”

De novo, estão demorando e vão perder o horário da saída do trem-bala. Há duas semanas, tentei convencer os caras da UFF (Universidade Federal Fluminense) de que os games mereciam um estudo sério e não-careta sobre suas facetas de subcultura, contra-cultura e estética. Não gostaram, acharam melhor investir tempo e espaço em teses como “Ratinho e o Jornalismo Televisivo” e nas velhas e mesmas lenga-lengas sobre “homem público” e “marxismo e a sociedade globalizada” (já não havíamos passado por essa fase do jogo?). Quem sabe dentro de cinco anos se interessem pelo tema, mas não contem comigo.

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Alex Mandarino

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